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No segundo dia de novembro, pessoas de todo o país costumam visitar os cemitérios e prestar lembranças. Anualmente, os visitantes levam flores aos finados. As mais usadas são o crisântemo, as rosas brancas, o kalanchoe, os lírios, as gérberas amarelas, o copo-de-leite e as orquídeas. Nesta data, em todo o país, também são celebradas missas em memória dos falecidos.

Embora seja um dia importante dentro da Igreja Católica, não é somente ela que relembra a alma dos mortos. Essa é uma data simbólica em várias culturas do mundo.

Como surgiu a data?

Oficialmente, o Dia de Finados foi incluído na liturgia (sequência de ritos da Igreja Católica) no século 13, pelo monge beneditino Odilon de Cluny, na França. O religioso notou que nem todos os mortos eram lembrados nas orações dos fiéis e, então, ele começou a pregar em benefício dessas almas.

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A visão da Igreja Católica sobre os mortos também passou a mudar. Hoje, a religião acredita que muitos, ao partirem, permanecem um tempo no purgatório, onde poderão libertar suas almas dos pecados e, finalmente, encontrar Deus. Por isso, as orações dos que ficam são tão importantes para ajudar nessa iluminação.

Porém, na Idade Média, as pessoas não concordavam com a ideia de purgatório. Na época, as pessoas acreditavam que a alma apenas “adormecia” até o momento do julgamento final.

O dia dois de novembro foi escolhido pela proximidade com o Dia de Todos os Santos (comemorado na véspera, dia um de novembro) quando a Igreja celebra todos aqueles que morreram em estado de graça. Portanto, esse dia ficou consagrado à celebração daqueles que morreram e não costumavam ser recordados nas orações.

Em quase todas as tradições, a memória dos mortos é comemorada entre os dias 31 de outubro e dois de novembro. Isso acontece porque várias lendas dizem que, entre a virada do dia 31 para o dia um novembro, existe um “enfraquecimento” dos portais que mantêm os vivos e os mortos separados. Por isso, esse é um período de tanto misticismo em várias religiões e culturas.

Dia de Finados pelo mundo:

Día de los Muertos

No México, o Día de los Muertos é uma celebração nacional bastante aguardada e festejada. Por lá, a festa é bastante animada e começa no dia 31 de outubro e finaliza no segundo dia de novembro. As caveiras são o símbolo mais conhecido da festa e, de acordo com a tradição local, as caveiras dos mortos devem ser guardadas como forma de homenageá-los e de simbolizar um novo começo da vida.

Essa tradição está muito ligada à antiga crença indígena mexicana de que a morte era apenas o fim de um ciclo. Após a morte, as almas poderiam reencarnar e, assim, realizarem seus objetivos em uma vida nova. Justamente por isso os dias são bastante festivos, diferente do clima mórbido e sombrio de alguns países.

Día de todos los santos

Na Espanha, a data é comemorada no dia um de novembro, o dia de todos os santos, de acordo com o calendário católico. Mas, ao contrário da celebração brasileira, os ibéricos também possuem uma visão mais positiva do período.

O dia é feriado nacional na Espanha e é costume da população retornar às suas cidades natais e visitarem os cemitérios. Com isso, eles levam flores e também um doce característico, o “hueso de santos” (ossos dos santos), uma receita especial para a data.

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