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Um dos procedimentos mais importantes e consagrados na medicina, a anestesia é caracterizada pelo estado de insensibilidade dolorosa frente ao estímulo cirúrgico. É ministrada por um anestesiologista, médico que, depois de formado, faz mais três anos de especialização em Serviços de Anestesia de Hospitais (residência médica reconhecida pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia ou pelo Ministério da Educação).

O presidente da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (SAESP 2006-2007), dr. Celso Schmalfuss Nogueira, esclarece as principais dúvidas sobre as funções e exigências da profissão de anestesiologista.

Por que o dia do anestesiologista é comemorado em 16 de outubro?

Em 1846, precisamente no dia 16 de outubro, o cientista William Thomas Green Morton aplicou a primeira anestesia, feita a base de éter, no Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos. Esta data é o marco inicial para a anestesiologia.

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Quem é o anestesiologista?

Anestesiologista é, antes de tudo, um médico formado que passa por uma especialização de três anos de residência em um centro de ensino e treinamento supervisionado pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia e pelo Ministério da Educação. Este profissional tem a tarefa de fazer com que, em um procedimento cirúrgico, o paciente não sinta dor e continue com os órgãos funcionando normalmente. A anestesiologia é uma especialidade médica reconhecida e normatizada pelo Conselho Federal de Medicina.

Qual o papel do anestesiologista nos procedimentos médicos?

Até 1846, imagine quantas pessoas não deixaram de ser operadas ou mesmo faleceram por não passarem por cirurgias. Dessa forma, é possível afirmar que anestesia é essencial e complementar a um procedimento cirúrgico, pois permite mais conforto e segurança ao paciente. Além disso, as anestesias podem ser aplicadas em procedimentos diagnósticos, como ressonância magnética e tomografia computadorizada. O anestesiologista também atua na área de dor. Pacientes com dores agudas e crônicas, como as relativas ao câncer, por exemplo, podem se beneficiar com bloqueios anestésicos, por meio dos quais se elimina ou minimiza a dor. Vale citar ainda a participação do anestesiologista na analgesia do parto, propiciando que as mães possam ter seus filhos sem dor, que em muitos casos é bastante intensa.

Por que a população sente receio quanto à anestesia?

É comum que os pacientes tenham medo, pois todo o procedimento cirúrgico envolve algum tipo de risco, mesmo que seja pequeno. Com a anestesia não é diferente. Há décadas, a anestesia até poderia ser aplicada por um profissional sem conhecimento específico, como o próprio cirurgião ou médicos recém-formados. Hoje, não existe essa possibilidade. Para atuar como anestesiologista é preciso, além de ser médico, ter especialização em um centro de ensino treinamento. Nesses centros de treinamentos, aliás, o profissional é supervisionado constantemente por especialistas experientes e capacitados, realizando procedimentos que envolvem todas as áreas da medicina. Entre os pacientes, também é comum o receio de despertar da anestesia com náuseas e vômito e o medo de complicações.

A anestesiologia tem avançado?

Novas tecnologias e novas técnicas têm se desenvolvido continuamente. Aparelhos e equipamentos de última geração, como os monitores utilizados durante o procedimento cirúrgico, têm proporcionado ainda mais segurança ao ato anestésico. Além disso, praticamente todo o material utilizado hoje em anestesia é descartável, diminuindo os riscos. Quanto à formação, temos as sociedades da especialidade atuando expressivamente com cursos contínuos de aprimoramento profissional, congressos etc. Outro grande avanço é recente edição da Resolução 1802/2006 do Conselho Federal de Medicina, que regulamenta a atuação do anestesiologista e prioriza a segurança do paciente.

Quais os riscos envolvidos com a profissão de anestesiologista?

Atuar como anestesiologista acarreta uma carga muito grande de estresse. Lidamos constantemente com situações de emergências, tendo em nossas mãos um bem muito precioso: a vida do paciente. Dessa forma, é extremamente importante que o anestesiologista esteja devidamente capacitado, tanto cientifica como emocionalmente, para proceder com precisão o mais rápido possível, muitas vezes, em frações de segundo. Frequentemente, como em grandes emergências e traumas, não há tempo de fazer uma avaliação pré-anestésica, o que exige que este profissional tenha pleno domínio e habilidade.

A profissão de anestesiologista é reconhecida pela classe médica e pela população leiga?

Entre os médicos, recebemos grande respeito e reconhecimento por tudo o que já fizemos em prol dos avanços de nossa área e pela importância de nossa atuação integrada aos outros especialistas. Entre a população, também há reconhecimento, no entanto, temos que considerar que muitos não sabem ao menos que somos médicos. Acredito que falta mais informação às pessoas. Mesmo assim, os pacientes sabem do tamanho de nossa responsabilidade, tanto que entendem que para ser um bom anestesiologista é preciso muito conhecimento científico devido aos riscos envolvidos.

O que é necessário para ser um bom anestesiologista?

Antes de ser um bom anestesiologista, devemos ser um bom médico. Ter conhecimento científico amplo, ter bom senso e ser disciplinado são algumas das características básicas. Esta disciplina, por sua vez, está relacionada com o respeito ao paciente, que inclui cumprir com normas estabelecidas para a realização do ato anestésico, ter compromisso com horário. Deve ter habilidade e iniciativa e ser, acima de tudo, humano. É de extrema importância que o médico tenha contato com o paciente, entendendo sua posição e relacionando-se com sua família. Assim, se estabelece um relacionamento totalmente claro, esclarecendo todas as dúvidas. Outro pilar de nossa área é o compromisso com as posturas éticas em todos os sentidos.

 

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