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INTRODUÇÃO

A urbanização brasileira
A urbanização no Brasil se iniciou no século XX e vem crescendo desde então. Por meio deste trabalho desejo apresentar os meios que auxiliaram para que esse processo habitacional ocorresse. No Brasil do século XVI surgiram os primeiros centros urbanos ao longo do litoral graças à produção do açúcar, já nos séculos XVII e XVIII a descoberta do ouro fez surgir vários outros núcleos urbanos e no século XIX a produção de café foi importante no processo de urbanização, em 1872 a população urbana era restrita a uma certa porcentagem do total de habitantes. Com a industrialização os centros populacionais foram crescendo e resultando nas grandes metrópoles do Brasil atual. O restante das informações se encontram no decorrer do trabalho.

A URBANIZAÇÃO BRASILEIRA
O início
O início do processo de urbanização vem com o decorrer da história, no século XVI ao longo do litoral brasileiro foram surgindo centros urbanos em razão da produção do açúcar, nos séculosseguintes, XVII e XVIII, a descoberta do ouro gerou vários núcleos urbanos e, já no século XIX, a produção de café foi um importante fator para o surgimento de novos centros populacionais e para o processo de urbanização, em 1872 a população urbana era limitada a 6% do total de habitantes.
A indústria foi um instrumento de povoamento, no início do século XX, na década de 1930 para ser mais exato, o país começou a industrializar-se, como o trabalho nos campos já eram difíceis, a concentração fundiária era grande e a mecanização já estava provocando perdas de postos de trabalho, a maior parte dos trabalhadores rurais foram atraídos para as cidades pretendendo trabalhar no mercado industrial que evoluía rapidamente. Essa mudança da área rural e dos campos para os centros urbanos e as cidades ficou conhecida como êxodo rural. Esse êxodo rural elevou de forma significativa o número de pessoas nos centros urbanos, isso provocou a mudança de um modelo agrário-exportador para um modelo urbano-industrial. Atualmente, 80% da população brasileira vive em áreas urbanas, o que equivale aos níveis de urbanização dos países desenvolvidos, mas, apesar disso o Brasil é um país urbano, industrial e agrícola.
Em 1940, apenas 31% da população brasileira vivia em cidades. Foi a partir de 1950 que o processo de urbanização se intensificou, pois com a industrialização promovida por Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek houve a formação de um mercado interno integrado que atraiu milhares de pessoas para o Sudeste do país, região que possuíaa maior infraestrutura e, consequentemente, a que concentrava o maior número de indústrias. A partir de 1970, mais da metade dos brasileiros já se encontrava em áreas urbanas, cuja oferta de emprego e de serviços, como saúde, educação e transporte, eram maiores. Em 60 anos, a população rural aumentou cerca de 12%, enquanto que a população urbana passou de 13 milhões de habitantes para 138 milhões, um aumento de mais de 1.000%.
As diferenças populacionais das regiões

As desigualdades econômicas e a dificuldade de determinadas regiões em se inserirem na economia nacional, possibilitou a ocorrência de uma urbanização diferenciada em cada uma das regiões brasileiras. A região Sudeste, por concentrar a maior parte das indústrias do país, foi a que recebeu grandes fluxos migratórios vindos da área rural, principalmente da região nordeste. O Sudeste do Brasil é a região que apresenta as maiores taxas de urbanização dos últimos 70 anos. A partir de 1960, com 57% da população regional nas cidades, foi a primeira a registrar uma superioridade de habitantes vivendo na área urbana em relação à população rural.
Na região Centro-Oeste, o processo de urbanização teve como principal fator a construção de Brasília, em 1960, que atraiu milhares de trabalhadores, a maior parte deles vindos das regiões Norte e Nordeste. Desde o final da década de 1960 e início da década de 1970, o Centro-Oeste tornou-se a segunda região mais urbanizada do país.
A urbanização na região Sul foi lenta até a década de 1970, em razão de suascaracterísticas econômicas de predomínio da propriedade familiar e da policultura, pois um número reduzido de trabalhadores rurais acabava migrando para as áreas urbanas.
A região Nordeste é a que apresenta hoje a menor taxa de urbanização no Brasil. Essa fraca urbanização está apoiada no fato de que dessa região partiram várias correntes migratórias para o restante do país e, além disso, o pequeno desenvolvimento econômico das cidades nordestinas não era capaz de atrair a sua própria população rural.
Até a década de 60 a Região Norte era a segunda mais urbanizada do país, porém a concentração da economia do país no Sudeste e o fluxo de migrantes dessa para outras regiões, fazendo com que o crescimento relativo da população urbana regional diminuísse.
Dados e Benefícios da urbanização brasileira

No decorrer do século passado a população brasileira cresceu de forma significativa, à medida desse crescimento as cidades também tiveram sua aceleração em relação ao tamanho, formando imensas malhas urbanas, ligando uma cidade a outra e criando as regiões metropolitanas (junção ou agrupamento de duas ou mais cidades). O crescimento e o desenvolvimento do Brasil impulsionaram o surgimento de diversas cidades, principalmente com a implementação de variadas indústrias, que possibilitaram novos empregos.
Também ocorreu no Brasil o planejamento urbano para a criação de algumas cidades, entre elas a capital federal, Brasília. O planejamento urbano serve para evitar os problemas que ocorrem com as cidades que crescem rapidamente enão têm um acompanhamento adequado. Esses centros planejados possuem estudos para fluxos de automóveis (que evitam o congestionamento), bairros para moradias, distritos industriais separados das moradias, áreas verdes, entre outros pontos fundamentais para oferecer uma melhor qualidade de vida para a população que ali habita. Nos centros planejados a população tem acesso ao saneamento, à água tratada, à pavimentação, à iluminação, ao policiamento, às escolas e etc.
Dificuldades e Problemas gerados pela urbanização
O veloz e desordenado processo de urbanização ocorrido no Brasil irá trazer uma série de consequências, e em sua maior parte negativas. A falta de planejamento urbano e de uma política econômica menos concentradora irá contribuir para a ocorrência dos seguintes problemas como o trabalho informal e o desemprego decorrente de sucessivas crises econômicas, a marginalização dos excluídos que habitam áreas sem infraestrutura (saneamento, água tratada, pavimentação, iluminação, policiamento, escolas e etc.) e junto a isso a criminalidade (tráfico de drogas, prostituição, sequestros etc.).
Processos sociais gerados de forma negativa:
Favelização: Ocupações irregulares nas principais capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, serão fruto do grande fluxo migratório em direção às áreas de maior oferta de emprego do país. A falta de uma política habitacional acabou contribuindo para o aumento acelerado das favelas no Brasil.
Violência Urbana: Mesmo com o crescimento industrial do país e com agrande oferta de emprego nas cidades do sudeste, não havia oportunidades de emprego o bastante para o grande fluxo populacional que havia se deslocado em um curto espaço de tempo. Por essa razão, o número de desempregados também era grande, o que passou a gerar um aumento dos roubos, furtos, e demais tipos de violência relacionadas às áreas urbanas.
A falta de um plano diretor não só demanda problemas sociais como também provoca alterações ambientais, um exemplo dessa realidade é a poluição do lixo, milhões de pessoas consomem e produzem os mais diversos detritos que diariamente são depositados em lixões a céu aberto sem receber nenhum tratamento, esse lixo transmite doenças, polui o lençol freático.
Destaques dos problemas ambientais:
Poluição: O grande número de indústrias, automóveis e de habitantes vai impactar o aumento das emissões de gases poluentes, assim como com a contaminação dos lençóis freáticos e rios dos principais centros urbanos.
Enchentes: A impermeabilização do solo pelo asfaltamento e edificações, associado ao desmatamento e ao lixo industrial e residencial, fazem com que o problema das enchentes seja algo comum nas grandes cidades brasileiras.
Outra poluição presente nas cidades é a atmosférica, proveniente da emissão de gases de automóveis e indústrias, esses gases provocam problemas de saúde, principalmente respiratórios e, por fim, a poluição das águas, pois os dejetos das residências e indústrias são lançados sem tratamento nos córregos e rios, no período chuvoso ocorrem as cheias quedispersam a poluição por toda a área.

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CONCLUSÃO

A urbanização demorou para ser iniciada, mas quando se iniciou gerou um crescimento urbano surpreendente formando metrópoles e distritos industriais. Essa demanda surpreendente de pessoas da área rural para as cidades desencadeou um crescimento desorganizado, fazendo com que tivéssemos os problemas sociais e ambientais que vemos com frequência na atualidade.
O tema abordado demonstra que a urbanização de certos locais apresenta tópicos bons e tópicos ruins, como o fato da geração de empregos, mas, também, o inchaço das regiões apresenta trabalhos informais e desempregos devido as crises econômicas. O fato de existir luz, água, saneamento e policiamento, porém existe, ainda, a criminalidade, a poluição, as quedas de energia, etc.

REFERÊNCIAS

FREITAS, Eduardo de. “Urbanização Brasileira”. Disponível em: www.mundoeducacao.com/geografia/urbanizacao-brasileira.htm, acessado em: 08/02/2015;
GOBBI, Leonardo Delfim. “Urbanização brasileira”. Disponível em: educacao.globo.com/geografia/assunto/urbanizacao/urbanizacao-brasileira.html, acessado em: 08/02/2015;
ALONSO, Suelen. “Urbanização no Brasil”. Disponível em: www.brasilescola.com/brasil/urbanizacao-no-brasil.htm, acessado em: 08/02/2015;
MIRANDA, Ângelo Tiago de. “Urbanização do Brasil: Consequências e características das cidades”. Disponível em: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/urbanizacao-do-brasil-consequencias-e-caracteristicas-das-cidades.htm, acessado em: 08/02/2015.

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