Substantivo

0
234

Introdução

Neste trabalho abordaremos sobre Substantivo, quanto ao sua definição, classificação, flexão (gênero, numero e grau, inclusive com o Plural dos substantivos compostos), Estilo

Definição

  1. Alguns exemplos de substantivos:

Teatro, restaurante, farmácia, barbeiro, cinema, etc.

2 Nomes de criaturas reais ou inventadas:

Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil.

Todos os Anos ele se veste de Papai Noel.

As assombrações assombram muito pouco e os crimes nas cidades grandes assustam muito mais.

3 – Nomes de objetos e outros seres:

Ou tem chuva e não tem sol

ou sem sol e não tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,

ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,

Quem fica no chão não sobe nos ares.

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,

ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…

 

(Cecília Meireles)

4 – Nomes das ações e fatos:

No horizonte, o

perigo de guerra

O vôo de balão é

uma aventura ao

sabor do vento

Outros exemplos:

corrida, queda, pancada, carícia.

5 – Nomes dos sentimentos:

amizade, amor, tristeza, ódio, alegria, simpatia.

6 – Nomes de qualidades das pessoas ou coisas:

Violência é

a pobreza

Outros exemplos:

riqueza, tranqüilidade, feiúra, suavidade, fraqueza.

Classificação

Os substantivos podem ser classificados em: próprio, comuns, concretos, abstratos, simples, compostos, primitivos, derivados, e coletivos.

I – Substantivos comuns e próprios

cidade s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).

Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.

Substantivo comum é aquele que dá nome ao grupo de seres de uma mesma espécie.

Exemplos de substantivos comuns:

cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.

Estamos voando para Barcelona

O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie cidade. Esse substantivo é próprio.

Substantivo próprio é aquele que dá nome a um ser entre todos os outros seres da mesma espécie.

Exemplos de substantivos próprios:

Londres, Paulinho, Pedro, Ivete, Brasil, Pingo.

II – Substantivos concretos e abstratos

LÂMPADA

MALA

Os substantivos lâmpada e mala designam seres com existência própria e independente de outros seres. São substantivos concretos.

Substantivo concreto é aquele que designa o ser que existe independentemente de outros seres.

Os substantivos concretos designam seres do mundo real e do mundo imaginário.

Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília etc.

Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d-água, fantasma etc.

Observe agora:

Beleza exposta

Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual

  1. O substantivo beleza designa uma qualidade.

Substantivo abstrato é aquele que designa seres que dependem de outros para se manifestar ou existir.

  1. Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.

III – Substantivos simples e compostos

Chuva subst. Fem. 1 – água caindo em gotas sobre a terra

Substantivo chuva é formado de um único elemento. É um substantivo simples.

Substantivo simples é aquele formado por um único elemento.

Outros substantivos simples: tempo, sol sofá.

Veja agora:

O substantivo guarda-chuva é formado de dois elementos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.

Substantivo composto é aquele formado por dois ou mais elementos.

IV – Substantivos primitivos de derivados

Meu limão meu limoeiro,

meu pé de jacarandá…

Substantivo limão é primitivo, porque não se formou de nenhum outro dentro de língua portuguesa.

Substantivo primitivo é aquele que não deriva de nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa.

Substantivo limoeiro é derivado, porque se formou a partir do substantivo limão.

Substantivo derivado é aquele que se origina de outra pessoa.

V – Substantivos coletivos

Ele vinha pela estrada e foi picado uma abelha, outra abelha, mais outra abelha…

Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.

Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.

Nome que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra abelha…

No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.

No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular (enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie (abelhas).

Substantivo enxame é um substantivo coletivo.

Substantivo coletivo é o substantivo comum que, mesmo estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma espécie.

Flexão

Os substantivos podem variar em gênero, número e grau.

I – Gênero

Pertencem ao gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:

O velho e o mar

Um Natal inesquecível

Os reis da praia

Pertencem ao g6enero feminino os substantivos que podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:

A história sem fim

Uma cidade sem passado

As tartarugas ninjas

Substantivos biformes e substantivos uniformes

Substantivos biformes são aqueles que apresentam duas formas para indicar o gênero dos ser a que dão nome: uma forma para o masculino e uma forma diferente para o feminino.

gato – gata homem – mulher

cantor – cantora prefeito – prefeita

Substantivos uniformes são aqueles que apresentam uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o feminino.

zebra

estudante

pianista

indivíduo

1 – Formação de feminino dos substantivos biformes

a – Regra geral: Troca-se a terminação -o por -a:

aluno – aluna

b – Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao masculino

freguês – freguesa

c – Substantivos terminados em -ão: Fazem o feminino de três formas:

troca-se -ão por -ao: patrão – patroa

troca-se -ão por -ã: campeão – campeã

troca-se -ão por ona: solteirão – solteirona

Exceções:

barão – baronesa

ladrão – ladra

sultão – sultana

etc.

D – Substantivos terminados em -or:

acrescenta-se -a ao masculino:

doutor – doutora

troca-se -or por -triz:

imperador – imperatriz

E – Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:

-esa -essa isa

cônsul – cosulesa abade – abadessa poeta – poetisa

duque – duquesa conde – condessa profeta – profetisa

F – Substantivos que formam o feminino trocando o -e final por -a:

elefante – elefanta

G – Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e no feminino:

bode – cabra

boi – vaca

H – Substantivos que formam o feminino de maneira especial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:

czar – czarina

réu – ré

2 – Formação do feminino dos substantivos uniformes

a – Comuns de dois gêneros:

Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois

Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?

É impossível saber apenas pelo título da notícia, pois a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante da notícia nos informa que se trata de um homem.

Outros exemplos de substantivos comuns de dois gêneros:

o colega – a colega

o imigrante – a imigrante

o jovem – a jovem

b – Sobrecomuns:

Entregue as crianças à natureza

A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino quanto a seres do sexo feminino.

Nesse caso, nem o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja:

A criança chorona chamava-se João.

A criança chorona chamava-se Maria.

Outros substantivos sobrecomuns:

a criatura – João é uma boa criatura.

Maria é uma boa criatura.

o cônjuge – O cônjuge de João faleceu.

O cônjuge de Marcela faleceu.

C – Epicenos:

Observe:

Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros

Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar o masculino e o feminino.

Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.

a cobra – A cobra macho picou o marinheiro.

A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.

Substantivos que mudam de sentido de acordo com gênero

Veja:

INVISTA SEU CAPITAL NO CENTRO DA CAPITAL

DINHEIRO CIDADE PRINCIPAL

o capital (dinheiro) a capital (cidade principal)

o caixa (pessoa) a caixa (objeto)

o grama (unidade de massa) a grama (relva)

II – Número

Os substantivos podem estar no singular ou no plural.

Estão no singular quando indicam:

1 – um só ser de uma espécie:

Li um livro interessante.

2 – um só conjunto de seres de uma espécie (coletivos):

Naquela biblioteca só há romances policiais!

Estão no plural quando indicam:

1 – mais de um ser de mesma espécie:

Li alguns livros interessantes.

2 – mais de um conjunto de seres de mesma espécie (coletivos):

Aquelas bibliotecas estão precisando de reforma.

Formação do plural

  1. Plural dos substantivos simples:

Lembre-se de que são simples os substantivos que têm um só elemento.

a – Regra geral: acrescenta-se s ao singular:

lata – latas

  1. Substantivos terminados em -ão:

Fazem o plural de três formas:

substituindo o -ão por -ões:

ação – ações

substituindo o -ão por –ães:

cão – cães

substituindo o -ão por -ãos:

grão – grãos

c – Substantivos terminados em r, z:

Acrescenta-se -es ao singular:

açúcar – açúcares

radar – radares

d – Substantivos terminados em s:

Acrescenta-se -es ao singular, quando o substantivo for oxitono:

ananás – ananases

mês – meses

e – Substantivos terminados em x:

São invaráveis:

o tórax – os tórax

o telex – os telex

f – Substantivos terminados em -al, -el, -ol, -ul:

Substitui-se o -l por –is:

canal – canais

animal – animais

g – Substantivos terminados em -il:

Quando o substantivo for oxítono, substitui-se o -l por -s:

canil – canis

barril – barris

Quando o substantivo for paroxítono, substitui-se o -l por -eis:

fóssil – fosseis

réptil – repteis

h – Plural metafônico:

Alguns substantivos apresentam a seguinte diferença de pronúncia: no singular, o o Tônico é fechado (ô) e no plural o som do o o é aberto (ó).

O plural desses substantivos é conhecido como plural metafônico.

Singular (ô) Plural (ó)

caroço caroços

coro coros

corpo corpos

fogo fogos

i – Substantivos que se empregam apenas no plural;

espadas/paus (naipes de baralho)

fezes

j – Mudança de número com mudança de sentido:

Alguns substantivos têm um sentido no singular e outro do plural:

l – Plural do nomes próprios:

Os nomes próprios fazem o plural de acordo com as regras dos substantivos comuns:

Os Maias

Os Almeidas

Os Silvas

m – Plural dos nomes de letras:

Também fazem o plural de acordo com as regras dos demais substantivos comuns:

Vamos pôr os pingos no is.

Os dês, os efes, e os agás, que você rabiscou estão ilegíveis.

n – Plural dos nomes de números:

Também fazem o plural como as demais substantivos comuns:

Os dozes que você escreveu estão feios.

No número 3333 há quatro três.

Ela sempre acerta os finais vintes na loteria.

o – Plural de siglas:

Algumas siglas passam a funcionar como verdadeiros substantivos, admitindo flexão de número:

Aqueles PMs tentaram socorrer a pobre mulher. (Policiais Militares)

Note que o s indicativo de plural é minúsculo.

2 – Plural dos substantivos compostos:

Lembre-se de que são compostos os substantivos formados por dois ou mais elementos, escritos numa só palavra ou separados por hífen.

a – Quando os elementos componentes do substantivo não são separados, o substantivo composto segue as mesmas regras do substantivo simples.

passatempo – passatempos

pontapé – pontapés

b – Quando os elementos componentes do substantivo são separados por hífen, temos que classificar esses elementos para formar o plural.

Regra geral: quando não houver preposição entre os elementos que compõem o substantivo, vão para o plural o elementos que pertencem à classe dos substantivos, adjetivos, numerais, pronomes. Veja:

amor-perfeito

O substantivo é formado da palavras amor (substantivo) e perfeito (adjetivo). Não há preposição entre os dois elementos. Portanto, no plural variam os dois elementos:

amores- perfeitos.

Veja agora:

guarda-chuva – guarda>verbo

chuva>substantivo

Só varia o substantivo. Portanto, no plural temos guardas-chuvas.

Observe:

bota-fora – bota>verbo (botar)

fora>adverbio

Nenhum dos elementos varia: os bota-fora.

Regras especiais

1 – Só vai para o plural o primeiro elemento quando o substantivo é composto de dois substantivos e o segundo funciona como uma espécie de adjetivo do primeiro. Veja:

caneta-tinteiro

A palavra tinteiro funciona como uma espécie de adjetivo, pois especifica a palavra caneta. Portanto, no plural: canetas-tinteiro.

cavalo-vapor cavalos-vapor

manga-espada mangas-espada

pombo-correio pombos-correio

Ele cedeu todo o espaço para outros quatros homens-chave do esquema.

2 – Só vai o plural o primeiro termo quando as palavras que compõem o substantivo são ligadas por uma preposição (de, a sem):

mula-sem-cabeça mulas-sem-cabeça

pão-de-ló pães-de-ló

Estão sempre cercados por um exército de anjos-da-guarda.

3 – Só vai para o plural o último elemento quando o substantivo for composto de palavras repetidas ou palavras que imitam algum tipo de som.

reco-reco reco-recos

tique-taque tique-taques

… os atrasos desembocam em violentos quebra-quebras.

III – Grau

1 – Normal – Refere-se a um ser de tamanho considerado normal: casa, menino, copo.

2 – Diminutivo – Refere-se a um ser de tamanho considerado baixo do normal: casinha, menininho, copinho.

3 – Aumentativo – refere-se a um ser de tamanho considerado acima do normal: casarão, meninão, copão.

Formação do Grau

Nos substantivos, pode-se expressar o grau de duas formas:

1 – Forma analítica: o substantivo fica na sua forma normal; o grau expressa-se através de adjetivos que indicam aumento ou diminuição.

normal aumentativo analítico diminutivo analítico

nariz nariz grande nariz pequeno

nariz imenso nariz minúsculo

2 – Forma sintética: muda-se a forma do substantivo, acrescentando-se sufixos ao substantivo no grau normal.

normal aumentativo sintético diminutivo sintético

nariz narigão narizinho

boca bocarra boquinha

Estilo

1 – Alguns diminutivos e aumentativos podem exprimir carinho, ternura, intimidade, e não tamanho. Nesse caso, são considerados diminutivos e aumentativos afetivos.

Ex: Meu amorzinho me empresta R$50,00.

2 – Muitas vezes empregamos os graus aumentativo ou diminutivo para indicar desprezo, ironia, pouco-caso.

… entrou para a História como um ditadorzinho de sejunda.

Morfossintaxe

Uma oração é normalmente formada por sujeito e predicado. No predicado, localiza-se o verbo. O termo da oração que com ele concorda é o sujeito, cujo núcleo é sempre um substantivo.

Nesta oraçào sem sujeito, não se observa a presença do substantivo.

A vida

A existência

A beleza

A amizade é frágil.

A carne

O amor

O silêncio

Nesta oração, cujo predicado é nominal, o substantivo é núcleo do sujeito.

Homens

Moços

Rapazes pedem carinho a mulheres.

Crianças

Tigres

Nesta oração, cujo predicado é verbal, o substantivo é núcleo do sujeito.

Mulheres

Moças

Crianças consideram homens inconstantes.

Animais

Poetas

Nesta oração, cujo predicado é verbo-nominal, o substantivo é núcleo do sujeito.

Assim, você percebeu que a função sujeito é uma função substantiva, ou seja, o papel de sujeito nas orações é exercido pelo substantivo. O sujeito é ao lado do predicado, um dos termos essenciais da oração.

Você deve ter notado que, além dos substantivos que exercem função de sujeito nas orações acima, ainda há outros que se relacionam com os verbos. Veja outro exemplo:

carinho mulheres.

compreensão amigos.

Homens pedem afeto a companheiras.

amizade cúmplices.

ternura crianças

Esses substantivos complementam os verbos a que se ligam: são chamados, pois complementos verbais. Os que se ligam ao verbo por intermédio de uma preposição (no exemplo acima, a preposição a) são chamados objetos indiretos; os que se ligam diretamente ao verbo, sem preposição intermediária, são chamados objetos diretos. As funções de objeto direto e indireto também são funções dos substantivos na oração.

No exemplo abaixo, os substantivos entre as barras estão exercendo a função de objeto direto:

artistas

homens

Mulheres consideram moços inconstantes

rapazes

crianças

Se passarmos essa oração para a voz passiva, abteremos:

mulheres

companheiras

Homens são considerados inconstantes pelas cúmplices

crianças

mães

Lembre-se de que na voz passiva o sujeito (no caso, homens) sofre a ação verbal sendo chamado sujeito paciente . O termo que indica o praticamente da ação na voz passiva (no caso, mulheres/companheiras/cúmplices/crianças/mães) é chamado agente da passiva. Essa é, como você pode observar, outra função substantiva na oração.

Façamos, agora, uma pequena modificação num exemplo já analisado na página anterior:

carinho

compreensão

Homens fazem pedido de afeto a mulheres

amizade

ternura

A alteração consistiu em substituir pedem por fazem pedido. Do mesmo modo que o verbo pedir era acompanhado por complementos, o substantivo pedido tem seu sentido complementado por outros substantivos (entre barras, no exemplo0, que exercem a função de complemento nominal. É fácil perceber que se trata de mais uma função substantiva na oração.

As funções de complemento nominal e complemento verbal (objeto direto e indireto) integram o significado de um nome ou de um verbo. Por essa razão, esses termos são chamados integrantes, e sua presença na oração é fundamental para que nomes e verbos adquiram significado plena.

Veja agora o exemplo abaixo:

canção

criação

A existência é combate

poesia

beleza

Temos uma oração cujo predicado é nominal. Sabemos que o verbo não é o núcleo desse tipo de predicado, sendo tal papel exercido pelo nome que o acompanha: o predicativo. Esta é, portanto, outra função substantiva. Neste caso, porém, não se trata de uma função exclusivamente substantiva, pois, como veremos mais adiante, também os adjetivos podem exercê-la.

criaturas

seres

Homens, poetas inconstantes, pedem carinho a mulheres

artistas

mendigos

Introduzimos nessa oração um termo que se refere ao sujeito homens, especificando-o, elucidando-o, qualificando. Observe que esse termo é equivalente sintaticamente ao sujeito (retirando o sujeito da oração, você verá que criaturas/seres/poetas/artistas/mendigos inconstantes passa a exercer essa função). O mesmo ocorre em:

criaturas

Homens pedem carinho a mulheres, seres inconstantes

companheiras

Só que agora esse termo especifica, elucida, qualifica o objeto indireto mulheres e eqüivale, sintaticamente, a ele.

Ora, o núcleo (palavra central) dos termos analisados é um substantivo, fato que nos leva a concluir que se trata de mais uma função substantiva. Neste caso, estamos analisando o aposto, termo acessório da oração, pois sua ausência não compromete a significação da mesma.

Finalmente, analisemos este exemplo também levemente modificado:

João,

Pedro,

Maria,

Vanessa,

Elisa, homens pedem carinho a mulheres,

Teresa,

Luís,

Zósimo,

Temos agora um substantivo próprio que indica o ser a quem dirigimos a palavra. Esse substantivo exerce a função de vocativo. Desnecessário dizer que se trata de mais uma função substantiva na oração.