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SISTEMAS TÁTICOS DO FUTEBOL

No futebol, os esquemas táticos (ou formações) são as formas de um treinador escalar sua equipe dentre de campo. As duas posições são: goleiro (ou guarda-redes) e os jogadores de linha. Mas, com o desenrolar da história desse esporte, foram criados vários tipos de posições, e consequentemente, esquemas tá(c)ticos, alguns mais ofensivos, outros mais defensivos e com diferentes formas de se tornar equilibrado (atacar e defender com a mesma eficiência).

O primeiro esquema tático lógico foi o 4-2-4 (quando se acreditava que o objetivo do futebol era marcar gols, cada vez mais o futebol se preocupa em não sofrer gols, por isso que há muito tempo não se vê uma equipe jogando nesse esquema). Esse esquema começou a perder espaço para o 3-4-3 e 4-3-3, até que foi extinto pelos treinadores e especialistas.

Todos os esquemas possuem diferenças em sua configuração (principalmente no meio-campo), e também na forma de como cada jogador é orientado.

Existem esquemas esquisitos, usados geralmente por times pequenos para não fazer fiasco, colocando quase todos seus jogadores atrás da linha da bola.

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GERAM NOMES NOVOS

Líberos, 2º volantes, meias de ligação, alas, centroavantes fixos, pontas-de-lança, são as mais novas posições do vocabulário boleiro, é claro que nunca nós esqueceremos dos laterais, volantes, meias, pontas e zagueiros. O termo centroavante sempre foi confundido com atacante, atualmente, centroavante é o atacante que tem presença de área, que vem de trás para pegar o rebote e que joga entre os zagueiros, alguns abusam de jogar de costas para a meta, se tornando uma espécie de pivô no futebol.

LISTA DE ESQUEMAS TÁTICOS

Carrossel

É um esquema tático criado pelo técnico holandês Rinus Michels tem como finalidade que cada jogador assumir uma posição no campo aleatoriamente, ou seja sem posição fixa, menos o goleiro, é claro, e é considerado a maior demonstração de futebol total com todos atacando e defendendo. Na copa do Mundo na Alemanha em 1974, a Holanda de Johan Cruyff mostrou ao mundo a grande inovação tática, mas caiu perante a Alemanha Ocidental de Franz Beckenbauer perdendo de 2 a 1 na final.

3-3-4

Neste sistema é utilizado dois zagueiros e um dos laterais na defesa. Compondo o meio-campo, outro lateral fica como meio-campo defensivo, enquanto o volante fica como meio-campo central junto a um dos meias-armadores. O outro meia-armador fica como atacante junto com os três atacantes.

3-4-3

A sua primeira aparição foi na Copa do Mundo de 1962, na sua defesa existe um líbero que faz a cobertura das jogadas, nos lados do meio-campo, um ala defensivo, e um ponta. Além de três atacantes, sendo dois pontas de lança e um centro avante.

3-5-2

O segundo mais utilizado atualmente, possui um meio-campo com 2 volantes e 2 laterais avançados e sem obrigação de marcar, assim denominados alas. Com dois centroavantes que recebem bolas cruzadas na área pelos alas.

O 3-5-2 é um esquema tático com três jogadores na defesa, cinco jogadores no meio-campo e dois jogadores no ataque.

Este esquema surgiu na Europa, como opção menos defensiva que o 4-4-2. Na defesa, foi adicionado um zagueiro, e o último jogador da defesa é conhecido como líbero. Os laterais foram colocados mais à frente, e passaram a ser chamados de alas.

O líbero tem importância fundamental neste esquema. É ele o jogador que orienta a defesa, desarma adversários e cria as jogadas de ataque. Para este ataque funcionar, o meio-campo deve ter jogadores com capacidade de marcação.

No lado defensivo do esquema, cada zagueiro fica incumbido de marcar um atacante, enquanto o líbero, que pode se posicionar na frente ou atrás da defesa, “na sobra”, auxiliando o setor defensivo. Os meias protegem a entrada da área e os alas cuidam das laterais.

3-6-1

O 3-6-1, é um esquema tático com três jogadores na defesa, dois como volante, dois no meio-campo, um na lateral-direita, um na lateral-esquerda e somente um atacante.

É uma tática muito rara em partidas de futebol, pois várias equipes já adotaram o 4-4-2, 3-5-2 e 4-5-1.

No lado ofensivo, ambos os meias e os laterais sobem ao ataque, um volante fecha o meio-campo e o outro fica de sobra na intermediária. No lado defensivo, os laterais e os volantes voltam, e os meias ficam na intermediária de seu clube.

2-3-5

É o esquema mais ofensivo do futebol, conhecido também como pirâmide ou WM, com dois zagueiros, três meias ofensivos e cinco atacantes, sendo dois nas pontas, dois segundos atacantes e um centroavante. Geralmente é utilizado quando o time impõe pressão sobre o adversário, mas deixando a defesa de lado, podendo originar diversos contra-ataques do time adversário.

4-2-4

O 4-2-4 é composto por 4 defensores, 2 meio-campo e 4 atacantes. Foi um esquema popular nas décadas de 40 e 50.

O esquema funciona com os laterais atuando na defesa além dos zagueiros, então os laterais não avançam muito. No meio-campo, só direita e esquerda onde ambos ficam de sobra, pois na área já tem os 4 atacantes, além disso, eles precisam cuidar para impedir um contra-ataque do oponente. No ataque, ambos avançam, quando seu time não ataca, 2 deles voltam para o meio-campo e dois ficam mais avançados.

4-3-3

O 4-3-3 é conhecido como um esquema tático com quatro jogadores na defesa, três jogadores no meio-campo (com um ou dois volantes) e três jogadores no ataque (dois pontas e um atacante).

Este esquema foi popular no final da década de 60 e início da década de 70, tendo sido usado pela Holanda na Copa de 1974.

Do lado ofensivo do esquema, os pontas e os laterais sobem para o ataque, acabando por desarmar a defesa adversária — já que o lateral adversário se vê obrigado a marcar dois jogadores. E, no aspecto defensivo, os três homens de frente auxiliam na marcação dos laterais/volantes adversários.

O esquema 4-3-3 mostrou-se mais eficiente nas equipes em que os jogadores de ataque, especialmente os que atuavam pelos flancos do campo, eram velozes, dinâmicos e capazes de ajudar na marcação. O fato de o meio-campo, teoricamente, ser composto por três jogadores faz com que a equipe dependa muito de um meia de ligação talentoso, pois se os outros dois homens de meio forem mais marcadores do que técnicos, as jogadas de ataque, em sua maioria, dependerão do jogador de criação. No entanto, muitas das equipes que adotam o esquema na atualidade apresentam volantes (também conhecidos como “volantes modernos”), polivalentes, versáteis e capazes de auxiliar na criação de jogadas ofensivas. Ainda no aspecto ofensivo, é muito conhecida a possibilidade de triangulação entre laterais e atacantes que atuem pelos flancos, criando jogadas de grande eficiência se efetuadas com velocidade e inteligência.

4-3-2-1

O 4-3-2-1, ou árvore de natal, consiste numa defesa a quatro, um meio campo com 3 médios centro e dois médios ofensivos que apoiam o único avançado.

4-4-2

O mais utilizado atualmente, começou a ser usado nos anos 70. É o modo 4-4-2

4-5-1

O 4-5-1 é um esquema de jogo razoavelmente moderno dentro do mundo do futebol. Esse esquema de jogo consiste em utilizar 4 defensores (2 zagueiros centrais e 2 laterais), 5 jogadores de meio-campo e apenas 1 atacante, além do goleiro. Muitas equipes utilizam um desdobramento do 4-5-1, o 4-4-1-1, que ao invés de jogar com uma linha de 5 jogadores no meio-de-campo, utilizam uma linha de 4 jogadores no meio-de-campo e 1 meia-atacante (como atuou Zidane na Copa do Mundo Fifa de 2006).

Esse esquema permite uma melhor distribuição dos jogadores em campo na marcação, quando o time não tem a bola. Normalmente é usado o sistema de “back line”, isto é: todos os jogadores atrás da linha da bola participando diretamente da marcação, as vezes com exceção do atacante.

Jogar desta forma também permite às equipes uma transição rápida para o ataque. O meio-campo normalmente se distribui com dois jogadores pelos lados e três mais centralizados. Assim, geralmente quando o time retoma a bola, os meio-campistas das pontas encostam no atacante se tornando praticamente pontas. Os outros três meio-campistas saem com a bola e organizam o jogo na tentativa de chegar ao ataque.

Assim, o sistema ofensivo de jogo se torna praticamente um 4-3-3 à moda antiga, podendo variar a um 3-4-3 com a subida de um lateral. O sistema defensivo varia entre o 4-5-1, o 4-6-0(quando o atacante entra no “back line”) e um 5-4-1 ou 5-5-0(se um meio-campista voltar para fazer a função de líbero)

Os melhores exemplos de equipes que atuam ou atuaram no 4-5-1 são a França, Portugal a Itália e a Noruega, cada uma dentro das suas características próprias de sistemas ofensivo e defensivo.

4-6-0

O 4-6-0 é um esquema tático com 4 defensores, 6 meio-campo e nenhum atacante.

É usado quando seu time está sendo pressionado pelo adversário no esquema 4-5-1, sendo que o atacante volta ao meio-campo para ajudar a marcação. Uma tática muito nova, foi criada no final dos anos 90. Ainda é pouco usado, pois as equipes usam o 4-5-1 ou o 5-4-1, para táticas muito defensivas.

5-3-2

Uma tática muito defensiva no futebol, que é nova, criada nos anos 90.

Uma tática usada apenas quando seu time está na defesa para segurar algum resultado. Mas também é usada por alguns clubes quando se tem um jogo difícil de ganhar ou de empatar. Funciona assim: os defensores contam com os laterais, que ficam mais atrás, há o líbero, e mais dois zagueiros. Os meias, todos avançam junto com os atacantes, porém os meias também voltam, os atacantes não. Nunca os dois laterais avançam, é costume nenhum avançar.

5-4-1

Formação de caráter muito defensivo, é constituída por três zagueiros, dois laterais (normalmente dois meias-ofensivos/armadores), dois volantes e somente um atacante.

5-5-0

O 5-5-0 é uma tática com cinco defensores( 2 laterais, 2 zagueiros e um líbero e cinco no meio-campo(2 volantes e três meias), é uma das mais defensivas táticas de uma equipe, uma tática muito usada para segurar o ataque da equipe adversária(quando sua equipe está ganhando uma partida complicada e com o adversário tentando empatar a partida).

Tudo acontece quando sua equipe está ganhando a partida por um gol de diferença, na tática 5-4-1 e o adversário pressiona para tentar empatar, então o único atacante de sua equipe fica no bankline, isto é, volta para ajudar na marcação no [meio-campo], deixando assim de ser atacante.

Caso sua equipe sofra o empate, aí o técnico terá que mudar o 5-4-1, para o 4-3-3, 3-4-3, 3-3-4 ou até mesmo o 4-2-4.Isso e muito usado no futebol.

SISTEMAS TÉCNICOS NO FUTEBOL

Todo desporto tem suas particularidades, regras, situações e um conjunto de técnicas específicas. Elas são específicas porque mesmo em desportos similares, como no Futebol e Futsal, apresentam essencialmente uma aplicabilidade diferente.

Este é o caso, por exemplo, do passe: no Futebol, esta técnica é treinada de forma que a bola possa ser passada por longas distâncias ou muitas vezes pelo alto; no Futsal, o mesmo fundamento técnico deve ser executado de forma rápida e geralmente rasteiro em distâncias curtas ou médias.

A este conjunto de técnicas podemos também dar o nome de Fundamentos Técnicos.

Em seu teor, fundamento significa base, alicerce, sustentáculo. Fica fácil entender, então, que se estamos ensinando um fundamento, estamos construindo uma “base” para um aproveitamento futuro ou imediato.

Esta base, se bem formada, através de uma boa apresentação e trabalho de um determinado fundamento, influenciará em futuros resultados onde se busque um desempenho de alto rendimento.

No Futsal e Futebol esses fundamentos são apresentados de formas diferentes por vários autores, identificando-se de seis até doze, embora alguns sejam elementos constitutivos de outros, como o lançamento, que é uma variação do passe.

Apresentamos, a seguir, sem considerar a importância da ordem de ensino/aprendizagem, os fundamentos técnicos do Futebol que consideramos essenciais para sua prática  e mais a técnica individual do goleiro, que além de dominar os fundamentos dos jogadores de linha, necessita desenvolver alguns aspectos que discorremos como técnica específica do goleiro, peculiares à sua função (Gomes e Machado, 2001).

1 – Recepção e Domínio

2 – Controle de bola

3 – Condução e Orientação

4 – Passe
A) Quanto a distância
B) Quanto a trajetória
C) Quanto a execução

5 – Chute
A) Tipos de chute
B) Trajetória

6 – Cabeceio

7 – Drible

8 – Finta

9 – Marcar

10 – Desmarcar

11 – Técnicas específicas do goleiro

ATUAÇÕES DO GOLEIRO ACONTECEM SOB 3 TIPOS DE AÇÕES:

1. AÇÕES DE ORIENTAÇÃO

por estar em situação privilegiada, de onde consegue visualizar basicamente todos os demais atletas em campo, o goleiro deve desenvolver qualidades de orientar seus companheiros, diminuindo a margem de erro da equipe, principalmente na organização defensiva. Basicamente, pode interferir nas seguintes situações:• Posicionamento de defesa;
• Orientações no sistema de cobertura;
• Manter a concentração dos companheiros;
• Formação de barreiras;

2. AÇÕES DE REPOSIÇÃO

Constituem as situações onde o goleiro irá repor ou tentar fazer a reposição da bola para seus companheiros. As reposições podem ocorrer sob duas formas:

2.1 Com os pés – usando a técnica do passe/chute:
• No tiro de meta;
• Faltas próximas a sua área;
• Quando realiza uma defesa de retenção e quer atingir um espaço distante na reposição utilizando o movimento do voleio ou bate-pronto;
• Quando recebe intencionalmente a bola de um companheiro e precisar dar sequência ao jogo, quer passando a um companheiro, ou transferindo para o setor ofensivo, colocando a bola em disputa;

– VANTAGEM: cobre espaços mais longos e imprime mais velocidade à bola;

– DESVANTAGEM: se não for muito bem treinado, pode perder em precisão;

DICA: treinar a reposição com os dois pés, possibilitando a utilização do lado não dominante para ganhar tempo;

2.1.1 – Tipos de reposição com os pés

2.1.1.1 – Quebrada – reposição lateral realizada em movimento de voleio. A mão contraria ao pé que irá golpear a bola, apara a bola a meia altura com o braço entendido à frente do corpo, e com a perna que irá realizar o movimento posicionado atrás. O atleta solta a bola, ou a lança levemente para cima, realizando o movimento de voleio para golpeá-la. É interessante salientar que, com o hábito do gesto formado, o atleta pode começar a imprimir efeito, tocando mais acima (top spin) ou abaixo (back spin) na bola, facilitando a recepção e domínio, e também aumentando a velocidade. Efeitos laterais (side spin), podem ser aplicados para que a bola tenha uma trajetória curva.
2.1.1.2 – De bate pronto lateral: a bola é solta de meia altura ao lado do corpo e é golpeada simultaneamente quando toca o solo;
2.1.1.3 – De bate pronto frontal: idem ao gesto anterior, porém a bola é solta a frente do corpo;
2.1.1.4 – Em bolas paradas ou recebidas em situação de jogo, usando as faces possíveis do pé conforme a técnica individual do passe/chute
2.2 Com as mãos: essencialmente utilizada quando o goleiro realiza uma defesa de retenção, ou recebe de seu companheiro em acordo com as regras. É usada principalmente em espaços curtos e médios frequentemente, e longos ocasionalmente.

– VANTAGEM: maior precisão

– DICA: trabalhar a reposição com as duas mãos, possibilitando a utilização do lado não dominante para ganhar tempo;
2.2.1 – Tipos de reposição com as mãos
2.2.1.1 – Com as duas mãos em bolas rasteiras: pode ser usada em reposições curtas. Ganha-se em precisão, mas perde-se em distância e velocidade;
2.2.1.2 – Com as duas mãos pelo alto: a atleta segura a bola com as duas mãos à frente do peito ou sobre a cabeça. A bola é lançada em trajetória parabólica. Em geral, usada para superar obstáculos próximos e com rapidez;
2.2.1.3 – Com uma das mãos em movimento de lançamento por baixo: pode-se arremessar a bola em trajetória rasteira, facilitando domínio e andamento de jogo, em trajetória reta, dando maior velocidade e em trajetória parabólica, superando obstáculos;
2.2.1.4 – Com uma das mãos em arremesso de gancho: O atleta segura a bola com uma das mãos, posicionando-se lateralmente ao objetivo, com a perna contrária à frente. No momento do arremesso, quadril e tronco devem girar na mesma direção do pé que está à frente indicando o destino final da bola. A continuação do movimento do braço, proporciona melhora na direção e da força aplicada à bola. Utilizando-se do gesto correto, possibilita alcance de pontos mais distantes e dá mais velocidade a bola;
2.2.1.5 – Com uma das mãos em arremesso de ombro: a atleta segura a bola com uma das mãos e arremessa em direção ao solo, podendo imprimir efeito para que esta não perca velocidade;

3. AÇÕES DEFENSIVAS

Constituem a principal função do goleiro: evitar o êxito do adversário com ações de pegadas, rebatidas, saídas, saltos, deslocamentos e quedas.
Dividem-se em ações defensivas de “rebater ou espalmar”, quando o goleiro utiliza as técnicas para afastar ou desviar a trajetória da bola, e ações defensivas “de retenção”, que são utilizadas para manter a posse da bola com as mãos.
Estas ações podem ser realizadas “com ou sem salto”, e ainda, “parado ou em deslocamento” (frontal, lateral, diagonal e para traz). Neste último caso, o atleta deverá também desenvolver condições físicas coordenativas específicas, como agilidade e relação espaço/tempo.
Nas ações defensivas, para escolher a técnica a ser utilizada, o atleta deverá fundamentalmente conhecer quais técnicas são mais eficientes, considerando a trajetória da bola:
• Bolas rasteiras: encaixe ou entrada em bolas frontais, rebatida/espalmada e pegada em bolas laterais;
• Bolas médias: encaixe e pegada frontal com as duas mãos. Nas bolas médias, em caso de insegurança ou dificuldades, como condições climáticas por exemplo, o goleiro poderá realizar a defesa em dois tempos, rebatendo a bola em direção ao solo diminuindo sua velocidade e fazendo a retenção no segundo momento. Nas bolas médias laterais, o goleiro poderá escolher entre a técnica de desviar ou reter a bola, dependendo da distância, velocidade e condição climática;
• Bolas altas: o atleta deve acompanhar a sua trajetória desde o início. Em caso de disputa, saltar e tentar alcançá-la no ponto mais alto, desviando sua trajetória ou fazendo a retenção com as duas mãos e trazendo-a junto ao corpo para proteção. Nas bolas altas em direção ao gol, o atleta deverá estar bem treinado para perceber a qual distância dele a bola irá atingir sua meta, e calcular quantos passos serão necessários antes de saltar para realizar a defesa.
Nas bolas mais distantes e altas, a utilização da técnica da “mão trocada” é a mais indicada, possibilitando entretanto, somente o desvio da bola;
• Bolas em parabólica: em geral, esta situação acontece em condições quando o goleiro está adiantado em relação à meta. Neste caso, utiliza-se o deslocamento para traz podendo fazer a retenção através da pegada alta (com ou sem salto), ou saltar para traz e realizar o desvio da trajetória com a mão/ponta dos dedos de maior dominância;
3.1 Ações Técnicas da Rebatida ou Espalmada
Visam desviar a trajetória da bola, quer seja para evitar o gol – chutes e cabeceios, ou para evitar que a bola chegue ao adversário – cruzamentos. Muito utilizada em situações de bola parada, ou bolas laterais, quando a área está congestionada, ocasionando dificuldades para a retenção da bola.
Nas situações de finalização, esta ação defensiva deve ser priorizada nas bolas distantes, onde necessitam de deslocamento, salto, ou as duas situações juntas, e ainda em bolas de curta distância – “queima roupa”, onde não há tempo para a preparação do movimento de retenção.
3.2 Ações Técnicas para Retenção ou Pegada são utilizadas para reter a bola com as mãos possibilitando a continuidade do jogo com a posse de bola para a equipe.

REFERENCIA DE META – fechar espaços

Podemos dividir os fundamentos técnicos em dois tipos de ações:

A) movimentos sem bola (corrida com mudança, saltos, giros, etc.);

B) movimentos com bola (recepção, passe, chute, etc.).

De acordo com essa divisão, pretendemos desenvolver aqui somente as técnicas básicas do futebol pertencentes ao grupo b (movimentos com bola), executando as ações específicas desenvolvidas pelos jogadores que ocupam a posição de goleiro.

Para uma melhor prática do futebol, faz-se necessário o conhecimento e domínio de algumas técnicas básicas, tais como: condução, passe, chute, drible ou finta, recepção, cabeceio e arremesso lateral.

O cabeceio e o arremesso lateral serão abordados como elementos pertencentes a outros fundamentos técnicos, ou seja, o arremesso lateral seria considerado uma forma de passe, e o cabeceio, dentro dos demais fundamentos. As técnicas serão abordadas na seguinte sequência: definição e conceituação do termo, descrição da técnica e as possíveis variações e formas.

Condução. É o ato de deslocar-se pelos espaços possíveis do jogo, tendo consigo o passe de bola.

Técnica de condução de bola:

a) posicionar o corpo e movimentá-lo de maneira a facilitar o tipo de condução desejada;

b) manter a bola numa distância que facilite a sequência da condução, bem como as variações necessárias de acordo com exigência da situação;

c) utilizar o tipo de toque adequado à situação;

d) postura adequada à movimentação, com o centro de gravidade um pouco mais baixo, quando necessário um melhor domínio e mais alto, quando conduzir em alta velocidade;

e) distribuir a atenção na bola, no espaço e nos demais jogadores.

Passe. É um elemento técnico inerente ao fundamento chute, que se caracteriza pelo ato de impulsionar a bola para um companheiro.

Técnica do passe:

a) posicionamento do corpo de maneira favorável à sua execução;

b) pé de apoio ao lado (atrás ou à frente) da bola;

c) projeção da perna (membro inferior direito ou esquerdo) a ser utilizada em direção à bola;

d) toque propriamente dito (durante a execução do movimento, o braço ajuda no coordenação e equilíbrio).

Chute. É o ato de golpear a bola, desviando ou dando trajetória à mesma, estando ela parada ou em movimento.

Técnica do chute: É semelhante à técnica do passe, sendo o objetivo das ações sua grande diferença. O chute tem como objetivo finalizar uma ação para o gol ou impedir o prosseguimento das ações do adversário.

Drible ou finta. É o ato que o jogador, estando ou não em posse da bola, tenta ludibriar o seu adversário.

O drible, de acordo com a sua origem inglesa (dribbling), seria a progressão com a bola. Entretanto, no cotidiano do futebol, o drible é entendido como a forma de ludibriar o adversário. O termo correto para a ação de desvencilhar-se de um adversário seria finta, mas, como a palavra drible tornou-se muito utilizada neste sentido, consideraremos os dois como sinônimos.

Técnica do drible ou finta:

a) posicionar o corpo de maneira favorável ao drible (ou finta) desejado;

b) manter a bola próxima ao corpo e o centro de gravidade baixo, permitindo assim um melhor domínio sobre a mesma;

c) utilizar o tipo de toque e movimentação adequados ao drible desejado, de acordo com a situação;

d) na execução do drible, a atenção é dirigida para a movimentação do adversário para o espaço e para a bola.

Recepção. Se o aluno não consegue ter a posse da bola quando tenta interromper a trajetória da mesma, dizemos que houve uma má recepção. Este mesmo fundamento aparece na literatura como os seguintes sinônimos: abafamento, amortecimento, travar ou dominar a bola.

Lembre-se que, cotidianamente, o domínio de bola é entendido como recepção. Entretanto, consideramos que o domínio ou controle da bola expressam um nível de referência quanto ao “desenvolvimento” das capacidades coordenativas de condução e adaptação do movimento, sendo que o domínio pode manifestar-se com mais evidencia nas técnicas de condução, recepção e drible.

Técnicas da recepção:

a) posicionamento do corpo de maneira favorável a recepção, com a parte do corpo a realizar o contato voltada par a bola;

b) ao aproximar-se da bola, amortecê-la, tentando inicialmente, diminuir a sua velocidade;

c) manter a bola próxima ao corpo, favorecendo assim, o seu domínio.

Cabeceio. É o ato de impulsionar a bola utilizando a cabeça.

Esse gesto técnico é bastante utilizado durante o jogo e pode ser aplicado, tanto para ações ofensivas como defensivas.

O cabeceio apresenta-se como uma das alternativas para a realização de outros fundamentos, tais como: passe, chute, recepção, etc.

O cabeceio poderá ser executado parado ou em movimento, estando ou não em suspensão.

Aconselha-se principalmente, o uso da testa como a região da cabeça que irá realizar o contato com a bola.

Existem duas posições básicas do tronco em relação à bola, no momento da execução do gesto técnico: frontal ou lateral.

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