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Página adicionada em 16 Mai 2009 por Henrique Ribeiro, autor do Livro Almanaque do Cruzeiro.

PRIMÓRDIOS DOS CAMPEONATOS A LIGA MINEIRA CAMPEÕES   + FUT

Depois das revelações de Henrique Ribeiro, historiador do Cruzeiro – autor do livro “Almanaque do Cruzeiro”, em seu blog, a história do futebol do estado de Minas Gerais tomou um novo rumo.

Primeiro revela Henrique em seu blog almanaquedocruzeiro.blogspot.com, que apenas os campeonatos de 1933, e de 1958 aos dias atuais, é que são considerados efetivamente como campeonatos estaduais. Isto porque O título de “campeão mineiro” foi criado em 1927 após a reforma dos estatutos da Federação Mineira.

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O documento passou a permitir que clubes filiados ou ligas pudessem organizar campeonatos nas regiões sul, triângulo mineiro, zona da mata e centro do estado. O título de “campeão mineiro” seria disputado num torneio entre os vencedores de cada campeonato (Jornal Minas Gerais, 26/03/1927).

Até o América perdeu o status de Decacampeão estadual consecutivo. Confira abaixo, a transcrição de parte de suas matérias (postadas em seu blog).

A Federação passou a prometer a disputa do título de “campeão mineiro” e uma dessas promessas foi notícia do jornal Estado de Minas, de 05/07/1930. “É pensamento da diretoria da FMF fazer realizar este ano o Campeonato Mineiro de Futebol que será efetuado depois de terminado o Campeonato da Cidade. Neste torneio tomarão parte os campeões das diversas ligas do Estado visitando-nos o campeão de Uberaba, Juiz de Fora e Sul de Minas Gerais, que enfrentarão o Campeão de Belo Horizonte”.

Apenas Liga de Juiz de Fora conseguiu organizar um campeonato no interior e, finalmente, em 1933, ocorreu a unificação dos dois campeonatos disputados no Estado que foi chamado de “Campeonato Mineiro” por estar em disputa o título máximo do futebol de Minas Gerais. O Villa Nova sagrou-se o primeiro campeão e o Tupi, o vice.

No ano seguinte, em 1934, a Federação decidiu que a disputa do título de Campeão Mineiro seria numa melhor de três partidas entre os campeões de cada campeonato: “Consta dos estatutos art. 56 que findo os campeonatos regionais, será realizado um torneio entre os campeões das entidades filiadas, para assim classificar-se o campeão mineiro. Sendo, porém, apenas Belo Horizonte e Juiz de Fora as entidades filiadas que disputam futebol, a Federação vai promover os encontros entre Villa Nova e Tupynambás, provavelmente em dezembro, para ver qual dos dois deve ostentar o título de campeão de Minas” (Jornal Estado de Minas, 20/11/1934).

A primeira partida da série chegou a ser disputada no estadio da Alameda, em Belo Horizonte, em 16/12/1934. O Villa venceu por 2 a 0 com gols de Perácio e Alfredo, mas no dia seguinte eclodiu uma crise no futebol mineiro e as partidas restantes foram canceladas. Os times de Juiz de Fora se desligaram da Federação Mineira reclamando que o futebol interior era tratado com descaso pela Federação. Naquele ano Villa Nova, Siderúrgica e Retiro que disputavam o certame da capital também engrossaram o coro. Sem certames no interior e sofrendo com o descaso da Federação, em 1950, a Caldense e vários clubes solicitaram a CBD a transferência de suas filiações a Federação Paulista para disputar a 2a divisão ou o Campeonato do Interior Paulista (Jornal Diário da Tarde, 21/11/1950). O jornal Diario da Tarde de 29/03/1950 havia proposto até que se organizasse um campeonato do interior para que o seu vencedor disputasse com o campeão da capital o título de campeão mineiro.

A decisão do título de campeão mineiro entre os vencedores dos campeonatos da capital e de Juiz de Fora continuou prevalecendo nos estatutos, mas sendo tratado com descaso pela própria Federação Mineira.

Quando surgiu o Campenato Brasileiro em 1959, a Taça Brasil, ficou definido que apenas os campeões estaduais participariam do certame. A Federação Mineira, em 1958, aproveitou os 10 participantes do Campeonato da Capital e incluiu em uma só divisão mais 6 equipes do interior. Organizou um torneio seletivo para para classificar os 8 participantes do Campeonato de 1958. O vencedor foi indicado para a disputa do Campeonato Brasileiro e assim homologado como “campeão mineiro”. Desde então, os vencedores do Campeonato da Federação passaram a ser, finalmente, homologados como “campeões mineiros”.

TÍTULOS DE CAMPEÃO MINEIRO NÃO DISPUTADOS
1957 – América x Olimpic (Barbacena)
1956 – Cruzeiro ou Atlético x Sport
*o título da capital se arrastou nos tribunais e só ficou definido em março de 1958, quando Cruzeiro e Atlético concordaram em dividir a conquista.
1955 – Atlético x Sport
1954 – Atlético x Tupi
1953 – Atlético x Sport
1952 – Atlético x Tupi
1951 – Villa Nova x Tupi
1950 – Atlético x Sport
1949 – Atlético x Volante (Juiz de Fora)
1948 – América x Tupi
1947 – Atlético x Tupi
1946 – Atlético x Tupynambas
1945 – Cruzeiro x Tupi
1944 – Cruzeiro x Tupi
1943 – Cruzeiro x Mineira (Juiz de Fora)
1942 – Atlético x Sport
1941 – Atlético x Tupi
1940 – Cruzeiro x Tupi
1939 – Atlético x Duque de Caxias (Juiz de Fora)
1938 – Atlético x Mineira (Juiz de Fora)
1937 – Siderúrgica (Sabará) x Tupi
1936 – Atlético campeão de Belo Horizonte e Tupi, campeão de Juiz de Fora, não poderiam disputar o título mineiro, porque estavam filiados a entidades diferentes, FBF e CBD, respectivamente.
1935 – Villa Nova, campeão de Belo Horizonte e Tupi, campeão de Juiz de Fora, não poderiam disputar o título mineiro, porque estavam filiados a entidades diferentes, FBF e CBD, respectivamente.
1934 – Villa Nova x Tupynambas
*A primeira partida chegou a ser disputada com a vitória do Villa por 2 a 0, em Belo Horizonte. A segunda partida não aconteceu, porque os clubes de Juiz de Fora se desligaram da Federação Mineira, que não homologou o Villa como campeão mineiro de 1934.
1932 – Atlético x Tupynambas
1931 – Atlético x Tupynambas
1930 – Cruzeiro x Sport
1929 – Cruzeiro x Tupi
1928 – Cruzeiro x Tupynambas
1927 – Atlético.
*o campeonato de Juiz de Fora foi considerado inexistente. O Tupynambas recorreu pedindo a sua proclamação como campeão. O veredito final foi julgado no TJD da FMF em 1928 e ficou confirmado a inexistência do certame.

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