A Doença de Alzheimer foi descrita em 1906 pelo médico Psiquiatra e Neurofisiologista alemão, Alois Alzheimer, quando publicou em um Congresso, o estudo de caso de uma paciente com 51 anos, denominada Auguste Deter. Esta paciente foi internada no Hospital Psiquiátrico de Frankfur t, onde Alois trabalhava. O marido de Auguste queixou-se ao médico que ela tinha comportamentos estranhos, andava descuidada com a casa, vivia irritada e que lhe fazia constantes acusações a respeito de sua fidelidade como esposo, sem ter qualquer motivo para tanto.

 

Após quatro anos, Auguste faleceu e Alóis pode estudar seu cérebro tendo encontrado atrofia generalizada de células em seu córtex cerebral, camada externa do cérebro que é relacionada às habilidades intelectuais. Observou que eram as mesmas alterações encontradas em cérebros de idosos, só que em maior quantidade e mais acentuadas no hipocampo (uma estrutura no lobo temporal importante na formação de memórias).

 

Descreveu que as células que se mostravam alteradas formavam emaranhados neurofibrilares (alterações de proteína Tau) e placas senis (acúmulo de proteína beta amiloide), que matam neurônios (principais células nervosas) e reduzem as conexões (sinapses) entre eles.

 

Logo em seguida, Emil Kraepelin, chefe de Alois em outra clínica que trabalhavam, adiantou-se em batizar a doença de “Doença de Alzheimer”.