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No Lar dos Velhinhos de Campinas a arte é usada como recurso terapêutico

O dia 24 de agosto é dedicado ao artista. Sempre apaixonado pelo que faz, o artista é aquele que passa seus sentimentos através da sua arte, seja ela a música, o teatro, pinturas, ou as esculturas.

No Lar dos Velhinhos de Campinas, é grande a quantidade de idosos que encontraram na arte mais do que uma distração, descobriram uma forma de demonstrar e expandir seus sentimentos. Um deles é o José Braga, de 85 anos. O Sr. José mora no lar há dois meses e toca violão, cavaquinho, guitarra, flauta e gaita e já se aventurou na sanfona e no baixo.

Ele é autodidata e se orgulha em falar que aprendeu sozinho a tocar seus instrumentos. Sempre teve gosto pela música e desde os 7 anos toca violão e cavaquinho. Quando se mudou para São Paulo há 12 anos, começou a tocar gaita e flauta, instrumentos que hoje são suas paixões. “Tocar traz felicidade!”, afirma.

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Além do Sr. José, a Dona Maria Lourdes Prata também é envolvida na música. Aos 92 anos e residente há 5 anos no Lar, Dona Maria pinta telas, escreve poesias, ama compor e cantar. Lurdinha, como é conhecida, conta que desde os seus 11 anos era sempre convidada para ajudar com a pintura nas comemorações da escola.

Após o falecimento do seu marido, Lurdinha começou a aprimorar-se da pintura, época que também veio sua inspiração para escrever poemas e músicas. De lá para cá não parou mais. Já pintou muitas telas e tem uma pasta repleta de poemas e músicas de sua autoria.

“Me sinto bem quando faço minhas artes, é um verdadeiro prazer que faz bem para mente e para coordenação motora”, completa.

Um eterno poeta

Além de Lurdinha, o Sr. Raimundo Gonzaga, de 80 anos também tem grande intimidade com a poesia. Morador da entidade há 2 anos, Sr. Raimundo sempre achou bonito quem escreve e, de dez anos para cá, resolveu se aventurar nas poesias. Começou escrevendo sobre sua vida e a vinda do Ceará para Campinas há 59 anos com a família. “Às vezes, uma única frase marcante rende uma poesia toda. Escrever é uma alegria, um passatempo que me mantem ativo. Antes de começar a escrever, eu não lia muito e agora tomei gosto pela leitura, pois quem não lê não tem informação.” conta.
Segundo terapeuta ocupacional do LVC, Giselle Habermann, na entidade a arte é utilizada como um recurso terapêutico que contribui na reabilitação mental e cognitiva. “É uma ferramenta de socialização, que também estimula memória e motivação. Quando são estimulados a desenvolver alguma atividade artística, é possível que o idoso descubra um dom que até então era desconhecido” comenta.

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