Ela atua como um verdadeiro elevador aquático, ajudando navios a transpor rios ou canais onde existe desnível no terreno. Esse desnível pode ser provocado pela construção de uma barragem ou uma hidrelétrica, por exemplo. A eclusa nada mais é que uma grande câmara de concreto com dois enormes portões de aço. Depois que o navio entra, os portões são fechados. Quando a embarcação passa do ponto mais baixo para o mais alto, a água entra e eleva o navio. Quando o caminho é o inverso, a água escoa e a embarcação desce. O truque desse estranho elevador é a tubulação por onde a água entra e sai. “O segredo está nas válvulas. A eclusa funciona sem necessidade de bombas e nenhuma energia é gasta para erguer o navio. Tudo é feito aproveitando o peso da própria água”, afirma o engenheiro naval Carlos Daher Padovezi, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo.

O princípio é antigo: eclusas já eram usadas pelos chineses no século VII. E eles viraram mestres no assunto, tanto que a atual construção, no rio Iangtsé, da hidrelétrica de Três Gargantas (que será a maior do mundo) inclui uma eclusa gigantesca. Para vencer um desnível de 113 metros, os barcos subirão uma altura igual à de um prédio de 50 andares!

Download [15.70 KB]