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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na quarta-feira (11) os dados completos sobre o rendimento da população brasileira em 2017. Os números, que são parte da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), mostram que a crise no mercado de trabalho fez o rendimento médio do brasileiro cair na comparação com 2016. A pesquisa mostra que, em uma população de 207 milhões, 124 milhões de brasileiros têm algum tipo de renda. A maior parte deles, cerca de 86 milhões, recebem dinheiro pelo seu trabalho, mas há também quase 50 milhões que têm outras fontes de renda: aluguéis, aposentadoria, pensões ou mesadas, por exemplo. O gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, destacou outro ponto da pesquisa: o Brasil segue sendo um país extremamente desigual. “O grande destaque dessa divulgação é que o Brasil continua um país desigual. Ela evidencia que a desigualdade persiste e que ela não reduz” Cimar Azeredo gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE O grupo de 1% mais ricos do país teve rendimento médio de R$ 28 mil ao mês em 2017. Trata-se de um valor 36 vezes maior do que recebeu 50% da população. A desigualdade pode ser ainda maior do que mostra a PNAD. A metodologia do IBGE, que usa entrevistas em amostras para traçar o perfil da população, tende a subestimar os mais ricos. Para uma análise mais precisa é necessário analisar também os dados de Imposto de Renda reportados a Receita Federal, que melhor refletem os rendimentos dos percentis mais altos de renda. A PNAD Contínua começou em 2012, mas teve sua metodologia alterada de 2015 para 2016. Isso dificulta a comparação dos dados no longo prazo. Mas a metodologia possibilita um retrato da situação atual. A desigualdade entre ricos e pobres citada pelo gerente da pesquisa se apresenta também em outros recortes. O Nexo mostra as diferenças de rendimento entre gêneros, raça e regiões do país. Com base nos dados, o Nexo destaca cinco pontos. Diferenças por raça/cor Um brasileiro branco recebeu, em média, R$ 2814 em 2017. Isso é mais de mil reais a mais que a média entre os negros. Pretos tiveram rendimento médio de R$ 1.570 e pardos de R$ 1.606. Essa é a diferença entre a média dos rendimentos de acordo com a cor da pele. Não se leva em conta, nesse recorte, outras variáveis como escolaridade, profissão e idade, por exemplo.   Diferenças entre gêneros A diferença é grande também entre gêneros. Os homens recebem, em média, 29% mais que as mulheres. Elas tiveram rendimento médio de R$ 1.868 em 2017, eles, R$ 2.410. Esse dado também não leva em conta variáveis além do gênero.   Diferenças por grau de escolaridade O grau de escolaridade está diretamente ligado ao rendimento médio recebido por um brasileiro. Quem não foi para a escola, recebe em média menos de um salário mínimo – cerca de R$ 842. O grande salto no rendimento está entre os que concluíram curso universitário, eles ganham mais que o dobro, na média, das outras categorias. Diferenças por região O Brasil teve, em 2017, renda média de R$ 2.112 – pouco menos que os R$ 2.124 do ano anterior. As médias das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste são maiores que a nacional, mas o Norte e o Nordeste estão abaixo. A média dessas duas regiões é cerca de 40% menor que a do Sudeste. Rendimento do trabalho e de outras fontes Outro indicador divulgado pelo IBGE mostra qual a parcela do rendimento médio vem do trabalho. Essa participação é parecida em quatro das cinco regiões do Brasil, apenas o Nordeste destoa. O gráfico mostra que o Nordeste é a região com a maior parcela da renda vinda da aposentadoria: 23,8%. Outras fontes de renda, categoria em que o IBGE inclui programas de transferência de renda, pesa mais nas duas regiões mais pobres: o Norte tem 5% e o Nordeste 5,7%, quase o dobro das outras.   Outros dados indicam o peso maior dos programas de transferência de renda no Norte e Nordeste. O Bolsa Família, por exemplo, chegava a 28,4% dos lares nordestinos em 2017. No Sul, Sudeste e Centro-Oeste a média é de 6,46%. Situação semelhante acontece com o Benefício de Prestação Continuada, programa que paga um salário mínimo a idosos sem condições de se sustentar: no Norte, ele está em 5,6% dos domicílios, no Sudeste o total é 2,1%.

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