- Anúncio -

 

Alguns gestores de empresas de engenharia e construção civil ainda têm a idéia de que investimento em tecnologia da informação significa computadores, internet e apenas programas como CAD. Essa ligação existe, é claro, porém o desenvolvimento da gestão vai muito além. Cada vez mais a tecnologia passa a ser instrumento de gestão organizacional, deixando de ser vista como um diferencial competitivo para se tornar uma necessidade.

Muitos profissionais da área já começam a trabalhar com o conceito de BIM, ou Building Information Modeling que pode tanto ser visto como uma representação das características físicas e funcionais do empreendimento (um modelo digital do edifício), como também um processo onde se utilizam tecnologias da informação em todas as fases do ciclo de vida da edificação para promover a colaboração e utilização eficiente da informação produzida.  O desenvolvimento de projeto com tecnologias BIM permite que alterações sejam feitas com agilidade, com plantas e seções atualizadas automaticamente , bem como extração de quantitativos, etc.

- Continua abaixo -

Agora, mais do que nunca, enxerga-se a importância da evolução dessa relação entre TI e construção civil: o mercado está aquecido. Porém não é um simples aquecimento. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que, em 2010, esse setor pode movimentar R$ 202 bilhões e somar 2,4 milhões de empregos formais; a previsão é que esse crescimento se intensifique ao longo da próxima década, principalmente por conta das obras para a Copa do Mundo de 2014,  Olimpíadas de 2016, plano econômico do Governo Federal – Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), com R$ 278,2 bilhões para habitação, incluindo o programa Minha Casa, Minha Vida, além de linhas de crédito, etc. São investimentos para melhorias no transporte público e nas ruas, no setor hoteleiro, reforma de aeroportos, restaurantes e bares e nos estádios, todos atendendo exigências da FIFA e da Confederação Mundial dos Jogos Olímpicos. São previstos investimentos de 20 bilhões de dólares por ano entre 2011 e 2021, sendo que a porta de entrada será a construção civil, que também ficará com a maior fatia do investimento.

As empresas da vertical de EC&O (engenharia, construção e operações) precisam se preparar adequadamente para melhorar, entre outras coisas, a gestão de seus projetos, ativos, relações com fornecedores e seus sistemas financeiros de apoio a gestão. Já estamos vivendo tempos onde projetos tornam-se cada vez mais complexos e informações circulam cada vez mais rápido. Um ciclo apropriado para integrar, analisar e distribuir informações já é necessário para garantir a perpetuação do negócio. Quem é que não precisa baixar custos, aumentar a lucratividade e, cada vez mais, atender a rígidos padrões de governança corporativa?

- Anúncio -

Esse setor está com uma enorme carência de profissionais especializados. Essa lacuna vai desde pedreiros até engenheiros, ou seja, atinge todas as etapas de uma obra, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon SP). Como um gestor pode dar conta de uma demanda crescente, mas não diminuir a qualidade do serviço prestado e, ainda, respeitando o timming de entrega das obras? Essas respostas estão na TI e, especificamente para a sua gestão, no Enterprise Resource Planning (ERP).

Certo, mas em que aspectos o ERP pode salvar minha gestão? Muitos irão pensar que já possuem essas soluções e que lidar com mudanças na cultura da empresa, além de bancar a implementação, pode ser desperdício de tempo e dinheiro. O que falta, no entanto, é dimensionar os ganhos que o ERP é capaz de trazer no médio e longo prazo para um crescimento sustentável. É importante frisar que este tipo de investimento não é apenas para maximizar retorno nos momentos prósperos do mercado, mas principalmente para garantir a sobrevivência durante os momentos de baixa ou estagnação.

De forma prática podemos considerar cinco objetivos principais para a atuação de um ERP:
– Controles financeiros, cruzando informações, trazendo indicadores, simuladores de cenário, fluxo de caixa, realizando planejamentos e orçamentos;
– Controle de políticas e padronização, utilizando informações centralizadas para uma maior eficiência financeira e operacional, assim como previsões mais exatas;
– Informações em tempo real para facilitar a distribuição inteligente de recursos, maximizando a produtividade;
– Funções de aprimoramento de compra, supply chain e manutenção, através de uma melhor gestão de relacionamento com o fornecedor;
– Gestão completa, física e financeira, do ciclo de vida de projetos.

Os resultados são diversos, refletindo, inclusive, nas tomadas de decisões: com a diminuição da burocracia e do tempo para fazer lançamentos e procura de dados, a obra apresenta um fluxo mais contínuo e independente, acelerando todas as suas etapas. Há pesquisas acadêmicas que mostram que uma empresa com a TI estruturada pode diminuir em até 30% os custos e o tempo de entrega de uma obra se comparada com uma que não possui.

Situações de alto risco, porém, oportunas, que exigem velocidade na tomada de decisão podem trazer a tona a vantagem de se ter um ERP. Por exemplo, em uma fusão ou aquisição. Outro cenário um pouco mais comum, mas não muito menos complexo, são as adequações fiscais e legais. De forma mandatória e geralmente com prazos curtos, as empresas têm que se adequar a novas formas de contabilização e apresentação de resultados, por exemplo.

E o ERP? A empresa pode ter que solicitar mais recursos, contratar novos profissionais, produzir novos relatórios, comunicar os setores envolvidos sobre as mudanças, atender a rigorosos critérios de Compliance e Governança Corporativa, realizar análises financeiras complexas, adequar processos e políticas existentes e também adicionar novas informações entre outras atividades que podem variar de acordo com o setor e cargo. Essa é a função do ERP: fazer rapidamente, e com economia, o que poderia levar dias, além de diminuir os riscos de perda de informações e recursos.

Que fique claro: o modelo simples com que muitas empresas trabalham pode ser, sim, eficaz, porém está mais vulnerável a erros, demoras e desperdícios, além da perda de informações e oscilação da produtividade. Mas é preciso deixar claro que esse setor precisa se desenvolver como um todo e a TI pode ser a base para a solidificação e crescimento harmônico da empresa.

Loader Loading...
EAD Logo Taking too long?

Reload Reload document
| Open Open in new tab

BAIXE O TRABALHO AQUI [17.74 KB]

- Anúncio -